Archive for Setembro 3, 2008
Assim que olhamos para as características deste computador, rapidamente nos apercebermos que se destina especialmente aos utilizadores mais exigentes e que fazem da performance uma palavra de ordem. Ou seja, para além de estar especialmente orientada para actividades mais exigentes, como capturas, conversões, edição de vídeo e fotografia, ainda parece assumir-se como uma boa proposta para umas belas jogatanas. Será assim? São estas e outras questões que vamos analisar nas próximas linhas.
No coração de todo o sistema está um processador com a assinatura da Intel, nomeadamente um Intel Core 2 Quad Q6600 2.4GHZ 2X4MB Cache. Com a introdução deste processador a Intel lançou um novo stepping, o G0. Este novo stepping G0 apresenta um conjunto de correcções a nível de bugs na arquitectura (imperceptíveis para o utilizador comum), que deram origem a uma redução significativa no consumo eléctrico, permitindo ao mesmo tempo diminuir o calor gerado pelo seu funcionamento.
Está inclusivamente registado nos documentos oficiais da Intel que quando estes se encontravam no estado C1E (estado de pequena utilização), os anteriores processadores Q6600 com stepping B3 consumiam 50W, enquanto os novos Q6600 com stepping G0 consomem apenas 24W. Uma das claras vantagens de um baixo consumo e consequente menor aquecimento prende-se com o overclock. É bem possível esticar por exemplo o 2.4 para 3.5 sem grandes dificuldades.
Bem a propósito de Overclocking, está a motherboard que a Vortus resolveu incluir nesta máquina. Todas as motherboards da Asus, série P5K, suportam a tecnologia Super Memspeed que permite incrementos de desempenho, independentemente das especificações e margens de overclock da DRAM. Eliminando as limitações actuais, derivadas do rácio FSB / DRAM com o suporte nativo DDR3 1333, combinado com latência CAS de 7 a10, fazem desta board uma mais-valia.
O Suporte nativo DDR3 1333 destas motherboards tem, logo à partida, vantagem sobre as tecnologias que funcionam em frequências reduzidas de DDR3 1066, ou que requerem overclocking para atingir DDR3 1333. Por exemplo, a board P5K Deluxe é capaz de atingir 1400MHz com memória DDR2. Outra das tecnologias interessantes dá pelo nome de AI Slot Detector e permite, aos utilizadores, perceberem se os seus dispositivos PCIe/PCI estão correctamente inseridos nas suas ranhuras enquanto estão a ser instalados. Através da simples ligação do cabo de alimentação, mesmo sem ligar o PC ou entrar no sistema operativo, o ASUS Onboard Led proporciona um método eficiente de assegurar a correcta instalação do PC.
Está ainda presente outra função, denominada AI Gear2 e que permite aos utilizadores optar entre 4 modos de funcionamento (Máximo Desempenho, Alto Desempenho, Desempenho Médio e Máxima Poupança de Energia) ajustando a frequência do CPU e a voltagem vCore de forma a minimizar o ruído e o consumo eléctrico. Por exemplo, os utilizadores podem alterar o modo, em tempo real, no sistema operativo para maximizar a redução de consumo e desta forma poupar até 50% de consumo do CPU enquanto utiliza aplicações de processamento de texto.
Nem só de um processador e motherboard vive um computador e a placa gráfica é algo também muito importante. A Vortus resolveu incluir uma Asus GF8800GTS com 640MB. Não se pode dizer que esta seja uma placa muito recente, até porque saiu recentemente a 8800GT de 256 e 512MB e vão ser lançadas duas novas 8800GTS, de 512 e 1GB. A grande vantagem destas novas placas é possuírem 112 SSP em vez de 96 que o modelo anterior tinha e para além disso as memórias operarem a 1900mhz em vez de 1600. Entretanto a velocidade da placa também foi aumentada de 600Mhz ao invés de 500. Quem sabe se aquando do lançamento desta placa, a Vortus não faz a substituição?
Numa máquina que se assume como polivalente a capacidade de armazenamento é muito importante, principalmente para quem trabalha com vídeo, e neste caso a Vortus teve em conta este aspecto, já que introduziu, 1 TB (2x500GB 7200RPM 16MB CACHE SATA2).
Ainda no que toca a capacidade de armazenamento, está presente um gravador de DVDs da LG, o H55 que faz uso de uma tecnologia denominada SecurDisc. A ideia fundamental desta tecnologia é oferecer uma protecção de dados a autenticação através do uso de uma combinação entre hardware e encriptação por software. Denominada por Super Multi é compatível com todos os formatos de DVD standard, incluindo claro está os de dupla camada e os DVD-RAM. A velocidade de gravação dos discos DVD-R e DVD+R é de 20x, que no caso dos CD-R passa para 48x. O tamanho do buffer é de 2MB, enquanto o tempo de acesso é de 140ms.
Tendo em conta a grande propagação das máquinas digitais e sistemas alternativos de armazenamento está também incluído neste computador um leitor de cartões.
No que toca a software esta máquina vem com o sistema operativo Windows Vista Ultimate e com o antivirus Bitdefender 10 Professional Plus.
Mais do que estarmos a apresentar valores que nada podem dizer ao utilizador menos habituado a estas andanças, gostamos especialmente de experimentar as máquinas que testamos numa componente prática e como tal instalámos os jogos Stalker, F.E.A.R e Prey, tendo colocado todos eles com uma resolução de 1280×1024. Ora o resultado em todos eles, foi bastante bom com os jogos a correrem sempre de uma forma bastante fluida e muito detalhados sem se verificar qualquer tipo de paragem.
Mesmo para edição multimédia ou simples tratamento de imagem é uma máquina que se porta bastante bem, tendo em especial este atractivo que combina uma máquina de trabalho, com uma plataforma de jogos.
Gostámos muito desta máquina da Vortus. É bastante rápida, e possui diversas características interessantes para o utilizador, principalmente tendo em conta os componentes escolhidos. A longo prazo, seria a única coisa que poderíamos alterar. Tirando isso, está tudo correctamente equilibrado.
Pontuação:

Vortus V12, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:12 am
Foi em Março de 2000 que a AMD demonstrou que era capaz de destronar o gigante Intel com o lançamento do primeiro processador x86 do mercado a atingir a meta dos 1000MHz. A Intel na altura respondeu lançando um modelo Pentium 3 da família Coopermine também a 1000MHz, mas este foi um lançamento por desespero, pois a disponibilidade do processador foi nula durante algum tempo.
A partir dessa época assistimos a uma constante guerra entre os dois gigantes do mercado, tendo na maior parte dos casos a AMD ganho as batalhas tecnológicas, obrigando a Intel a recorrer a manobras moralmente incorrectas para manter a sua gigante quota de mercado. A introdução da arquitectura Netburst nos Pentium4, a Intel passou a seguir o caminho dos MHz, ignorando a eficiência dos processadores em detrimento da sua velocidade de funcionamento. A utilização de um grande número de pipelines longos permitiu atingir velocidades elevadíssimas em pouco tempo, de forma a compensar o baixo IPC (instruções por ciclo) do processador.
Só com a chegada da arquitectura Core, a Intel recuperou assim quota de mercado que perdera por causa do fracasso tecnológico que foi a arquitectura Netburst. Deste então temos vindo a assistir a uma alteração total no comportamento da Intel, passando a tomar nota das necessidades do mercado, oferecendo soluções para as mais diversas situações.
Ao contrário do que acontecera no passado, sempre que havia rumores do lançamento de um novo modelo, os responsáveis da Intel vinham imediatamente negar tudo. Actualmente passa-se exactamente o contrário, tendo a Intel nesta situação sido quem disponibilizou para testarmos um processador que não está à venda e, mais curioso ainda, não possui uma plataforma oficial para o suportar.
Segundo indicações da Intel, o ideal neste momento será utilizar uma motherboard equipada com o chipset X38 em overclock, enquanto não sai o X48.
Este CPU funciona a uma velocidade de 3,2GHz, usa os mesmos 12MB de cache L2 mas um FSB de 1600MHz. Este último é a razão pelo qual a Intel indicou que será necessário aguardar pelo X48 para tirar total partido do mesmo. Usando uma motherboard como a ASUS P5E3 Deluxe com o X38 e overclock, verificámos qual a diferença de desempenho entre o actual topo de gama QX9650 e o futuro QX9770.
Conclusão
Em casos como o Quake4, assistimos a um aumento de 6fps, um valor bastante reduzido, no entanto nos testes de CPU do 3DMark06 e do PCMark05 verificámos um aumento mais significativo.
Devido ao facto de não usarmos uma plataforma oficial, não podemos considerar isto como uma análise mas sim como uma antevisão, ficando então adiado para a altura do lançamento do X48 um teste bem mais intensivo e pormenorizado, mas já dá para termos uma ideia do que esperar deste novo topo de gama, um desempenho simplesmente de sonho.
Pontuação:
Intel Core 2 Extreme QX9770 4x 3,2GHz
Setembro 3, 2008 at 8:11 am
O cinema em casa é um conceito cada vez mais popularizado e enquanto que muitos apostam num bom leitor de DVDs e numa boa televisão, outros querem sentir o gosto do verdadeiro cinema e como tal optam por adquirirem um projector. Foi a pensar nesses leitores que esta semana resolvemos testar o ET20, o tudo em um da Toshiba. Provavelmente pode estranhar o facto de nos estarmos a referir a este projector como um all-in-one, mas de facto é. Tem leitor de DVDs incorporado e nem o SubWoofer foi esquecido.
Para além disso importa ainda salientar que é compatível com o formato DivX e permite a leitura de ficheiros MP3. Sem mais demoras vamos começar esta nossa viagem por explorarmos as características exteriores deste dispositivo.
Algo que salta imediatamente à vista neste projector é a sua própria concepção, onde as linhas curvilíneas lhe conferem um design atractivo e ao mesmo tempo futurista. Na parte frontal temos a lente e, logo por baixo, temos uma panóplia de ligações que deixa imediatamente a adivinhar que falta de conectividade não é um dos problemas deste bichinho.
Está presente uma entrada HDMI, entrada de vídeo por componentes, S-Video, vídeo composto, entrada para computador e entrada de áudio analógica. Importa ainda destacar a presença de uma entrada e saída coaxial de áudio. Embora este projector venha acompanhado por um controlo remoto, é possível também comandar as diversas funções directamente a partir do aparelho, fazendo para isso uso dos botões presentes na parte superior do mesmo. É possível ligá-lo, desligá-lo, ejectar os DVDs, controlar o leitor, o volume, aceder ao menu e às diversas funções disponíveis.
Existem ainda outros dois botões que permitem controlar o formato e modo de imagem e para além disso está ainda presente um botão acima da lente destinado à focagem.
O leitor de DVDs slot-in está localizado na parte traseira do projector, local onde está também a coluna traseira integrada. As outras colunas estão na parte esquerda e direita do aparelho. Na parte de baixo estão presentes quatro pés reguláveis para colocar a imagem no local desejado.
Agora que já nos focámos na parte estética vamos passar às funcionalidades.
Um aspecto muito interessante do ET20 é que não necessita de estar muito longe da tela para se obter uma imagem de grande dimensão. Isto é especialmente atractivo para quem quer colocar um projector numa sala com dimensões mais reduzidas.
O menu de utilização oferece ao utilizador cinco áreas distintas. A primeira está relacionada com a configuração dos diversos dispositivos que podem ser ligados a este projector. É possível alternarmos entre o leitor de DVDs integrado, entre o vídeo composto, HDMI, ligação ao computador, entre outros. A área seguinte diz respeito à imagem, propriamente dita. É aqui que podemos escolher de entre as quatro pré-configurações de base, sendo elas, a Standard, Dynamic, Theater 1 e Theater 2.
O modo Standard não necessita de grandes explicações dado que é o modo normal de projecção. Já o Dinâmico tem como objectivo principal adaptar-se a todos os tipos de ambientes de visualização. Normalmente é o modo que oferece mais brilho, mas atenção porque por vezes acaba por penalizar a cor. Já os modos, Theater 1 ou 2, estão presentes em diversos sistemas de projecção. Embora ofereçam menos brilho, apostam numa melhor definição da cor e numa imagem mais detalhada.
Pontuação:

Toshiba ET20, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:11 am
HL-5280DW é um modelo de topo na nova gama 5200 de impressoras a laser monocromática, especialmente orientadas para o mercado empresarial. Possui como destaque a grande velocidade de impressão, baixo custo de impressão e as diversas ligações para com a rede. Com um design simples e funcional, possui uma gaveta inferior com capacidade para 250 folhas de papel, sendo a saída do papel impresso na zona superior da mesma. No topo do lado esquerdo encontram-se os botões (reimpressão, cancelamento de trabalho e de gestão da impressora) e um pequeno ecrã LCD de três cores, para poder observar todo o processo.

Visto tratar-se de uma impressora a laser, esta utiliza uma unidade de tambor DR3100, com capacidade de 25000 paginas em formato A4, e um toner TN3130, com capacidade de 3500 páginas. Apesar de vir equipada com este toner, é possível adquirir separadamente o modelo TN3170, que possui o dobro da capacidade do modelo original, custando apenas 89,90 euros, um valor pouco diferente dos 69,90 do toner original.
Especificações e funcionalidades
No coração desta HL-5280DW encontra-se um processador RISC de 266MHz, acompanhado por 32MB de memória interna, expansível até 544MB por meio de um módulo SO-Dimm DDR400.
Preparada para efectuar impressões a uma resolução máxima de 1200×1200 pixéis por polegada, é na velocidade de impressão que esta Brother se destaca, com um valor médio de 28 páginas por minuto. Outras curiosidades são o facto desta impressora conseguir imprimir documentos de forma confidencial, através de uma password, e de imprimir duplicados, conseguindo mesmo imprimir até três cópias do mesmo documento em diferentes tipos de papel.
Existe ainda a possibilidade de imprimir em formato duplex, ou seja, imprimir logo na mesma passagem a frente e o verso, permitindo assim aproveitar ao máximo o papel utilizado por esta. A nível de compatibilidades, esta Brother está preparada para funcionar com as principais plataformas do mercado, desde Windows (95/98/ME/NT/XP e Vista), Linux, Unix, Dos, Mac (9.1-9.2) e Mac OS X.
Outro campo onde esta impressora também consegue brilhar é nas ligações existentes, todas as possíveis e imaginárias que actualmente podemos encontrar numa impressora, desde o tradicional e antiquado suporte de porta Paralela, USB 2.0, placa de rede 10/100 e placa de rede wireless 802.11b/g.
Velocidade e qualidade
Um dos pontos de destaque desta impressora é a sua elevada velocidade, possuindo um valor (oficial) de impressão da primeira página baixo, 8,5 segundos, apesar de termos registado um valor de 13 segundos.
No que toca à impressão propriamente dita, tendo em conta que se trata de um modelo a laser, a velocidade não varia consoante a qualidade, e no caso dos testes efectuados, as 5 folhas de teste foram impressas sempre em apenas 18 segundos, um valor digno de registo.
Este valor vem confirmar que o registo oficial da marca de 28 paginas por minuto não nos parece ser um valor impossível de atingir. Prepare-se portanto para manter a gaveta de alimentação de folhas, que suporta até 250 folhas em formato A4, sempre cheia. Caso ache que as 250 folhas sejam insuficiente para que esta Brother consiga aguentar com o dia a dia da sua empresa, existe sempre a possibilidade de adicionar mais duas gavetas externas de 250 folhas cada, para um total de 750 folhas de papel A4.
O modelo das gavetas externas é o LT5300 e o seu preço ronda os 169 euros cada.
Conclusão
Não há muito mais a dizer sobre esta excelente impressora, perfeita para quem trabalho num escritório, biblioteca de universidade, ou qualquer outro local onde o papel ainda seja o principal instrumento de trabalho.
A velocidade é sem sombra de dúvidas um valor impossível de não reparar, apenas a impressão da primeira página demorou um valor bastante acima do indicado pela marca.
O preço pedido pela marca ronda os 364 euros, que apesar de não ser propriamente barato, não é exageradamente caro, se tivermos em conta tudo o que este modelo nos oferece. Se a velocidade não for factor suficiente para o aliciar, talvez a quantidade de ligações (porta Paralela, USB, Ethernet e Wireless) o sejam.
Com uma excelente qualidade de construção, possibilidade de aumentar a capacidade de memória interna da impressora, e tudo o que já foi referido anteriormente, esta impressora é uma óptima solução para quem procura uma impressora a Laser impressionante.
Pontuação:

Brother HL-5280DW, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:08 am
Um dos tipos de equipamento que tem vindo a captar cada vez mais adeptos deste meio são as máquinas DSLR, sistemas derivados de modelos profissionais muito caros, mas mais orientados para o mercado doméstico e de fotografos amadores, que desejam aprender pelos seus próprios meios a tirar partido do maravilhoso mundo da fotografia.
Sistema Reflex
Ao contrário do que acontece com as tradicionais máquinas digitais de formato “point-and-shoot”, que possuem um conjunto de lentes frente ao sensor (por norma CCD), as máquinas DSLR (Digital Single-Lens Reflex) possuem um sistema constituido por espelhos e um pentaprisma para conseguir observar a mesma imagem que o sensor irá captar.
Para que o sensor consiga captar essa imagem, o espelho que reflecte a imagem para o pentaprisma irá ser recolhido, permitindo que a imagem siga directamente para o sensor. Este sistema é o mesmo utilizado pelas máquinas profissionais existentes no mercado, desde à muitos anos.
Permite que o pequeno atraso que existe entre a captação da imagem pelo sensor, e a imagem visualizada no ecrã LCD seja eliminada, permitindo assim conseguir capturar correctamente a imagem que pretende, e não o que irá passar daqui a uns milionésimos de segundo
Olympus E 610
Foi lançada em Março de 2007 e conquistou o prémio de melhor máquina DSLR para consumidores domésticos em 2007-2008. De entre os atributos que levaram esta Olympus a ganhar este prémio está a elevada qualidade de imagem, as suas dimensões compactas e baixo peso, sem com isso reduzir o conforto da zona de punho para conseguir tirar fotografias de forma estável.
De entre o conjunto de funcionalidades de destaque, estão o sensor de alta qualidade CCD de 10 megapixeis com capacidade para funcionar como um sistema Full Time Live-View, que permite visualizar a imagem no ecrã LCD que está a ser captada pelo sensor CCD, estabilizador de imagem integrado na máquina, motor de processamento de imagem e um novo filtro de particulas para evitar a acumulação de pó no interior do corpo.
Viewfinder
O Viewfinder é o oculo para onde observamos para monitorizar a imagem que vai ser captada. Recorrendo ao tradicional sistema de prismas, o sistema viewfinder desta E-510 é igual ao de qualquer outra máquina fotográfica semelhante, possuindo um sistema de focagem manual, um encosto de borracha, que pode ser removido para a colocação de visores extras e um vidro anti-reflexo. A dimensão do viewfinder poderá ser considerado bastante pequeno, mas ainda assim é bastante maior e mais prático do que o utilizado em muitas máquinas do tipo point-and-shoot.
No seu interior poderá encontrar o alvo central e três pontos de focagem. Na zona central o sensor de auto-focus determina qual a melhor forma, ajustando verticalmente e horizontalmente a focagem das lentes, enquanto nos pontos fora do alvo, a máquina ajusta apenas horizontalmente. À direita da imagem no viewfinder encontra as principais informações da máquina, como flash, iso, tempo de abertura, compensação, bateria, etc.
O único ponto negativo a apontar ao viewfinder desta Olympus prende-se com a pouca altura da borracha, que obriga-nos literalmente a empurrar o olho contra o vidro.
Ecrã LCD
Para além do viewfinder, irá encontrar um ecrã LCD de 2,5 polegas e 230 mil pixeis. Este ecrã consegue criar uma imagem com um bom brilho e óptimo contraste na maior parte das situações, excepto em situações como utilizar o sistema Live View em dias solarengos.
Este ecrã permite monitorizar e manipular todos os parametros da máquina, dependendo do modo que esteja a utilizar.
Para tirar partido do sistema Live View que esta Olympus possui, basta carregar no botão Display para que a imagem que normalmente encontraria no viewfinder seja mostrada no ecrã LCD. Caso sinta falta de alguma informação adicional sobre a configuração actual da máquina, basta clicar no botão Info sempre que estiver no modo Live View. Para poder alterar alguns desses parametros, bastará clicar no botão OK e navegar pelos menus seguindo as instruções fornecidas no ecrã.
Autonomia
A bateria utilizada nesta E-510 é o modelo BLM-1 de 7,2v e 1500 mAh. Esta bateria é a mesma utilizada por diversas máquinas da marca, como as antigas E-500, E-1, E-330 e outras. Em teoria, esta bateria com carga máxima permite captar mais de 600 fotografias, desde que não utilize o ecrã LCD com o sistema Live View. Para uma recarga completa recomendamos que aguarde umas 5 horas.
Sensor e outras especificações
O sensor utilizado nesta Olympus é de formato 4:3 CMOS de 10,9 milhões de pixeis reais, mas de apenas 10,0 efectivos e com sistema de filtro RGB embutido. Com um tamanho de 17,3×13,0mm de tamanho real, consegue captar imagens a uma resolução até 3648×2736 pixeis.
Os formatos de imagem suportados são os tradicionais JPEG (três níveis de compressão, SHQ, HQ e SQ), JPEG + RAW e RAW.
Permite captar em diversos modos, desde foto simples, modo continuo, utilizando um controlo remoto ou por temporizador. No modo continuo, pode atingir uma velocidade de 3 fps, permitindo gravar em modo RAW 6 imagens ou em modo JPEG até atingir a capacidade do cartão (com uma velocidade de 1/8 em HQ, se utilizar cartões de memória de alta velocidade).
Ligações
Para armazenar as suas fotos, poderá utilizar ou um cartão de memória xD, formato habitual nas máquinas da Olympus, ou um cartão CompaqFlash (tipo I e II), formato esse habitualmente encontrado em máquinas deste formato.
Quanto a ligações para o exterior, poderá utilizar a saida USB 2.0 que poderá ser utilizada também como saida Video Out.
Objectivas
Juntamente com a máquina que obtivemos para teste, vieram duas objectivas incluidas, que fazem parte do pacote mais completo comercializado pela marca.
A lente de zoom standard incluida é a Zuiko Digital ED 14-42mm 1:3.5-5.6, com uma distância focal equivalente a 28-84mm, em formato de 35mm. Esta lente consegue ampliar a imagem até 3x, tendo sido originalmente concebida para equipar os modelos mais leves da marca. Esta lente é constituida por 10 elementos opticos, sendo dois deles lentes asféricas.
A outra lente incluida é a Zuiko Digital ED 40-150mm 1:4.0-5.6, com uma distância focal equivalente em formato 35mm de 80-300mm. Suportando um zoom até 3,8x, esta lente de formato zoom telefoto compacta integra 12 elementos em 9 grupos, tudo isto num peso de apenas 220 gramas.
Conclusão
Máquina que deixa o consumidor bastante satisfeito que, apesar de não ser propriamente uma novidade, facilmente consegue-se perceber o porquê de ter conquistado o prémio EISA como melhor máquina para consumo.
Se estiver habituado a utilizar máquinas DSLR, não terá grandes dificuldades em habituar-se a esta Olympus, mas se for a primeira vez, poderá levar algum tempo até conseguir atingir resultados que o consigam convencer de que esta foi uma boa compra.
Pontuação:

Olympus E-510, no Baratix
Olympus Kit E-510 Double Zoom, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:08 am
Sony no mundo das DSLR
A marca Sony é das marcas mais famosas do mundo, bem a par de outros icones como Coca-Cola, Mc e outras. Grande parte desse reconhecimento mundial deve-se ao facto desta multinacional de origem nipónica apostar em todo o tipo de mercados de dispositivos eléctronicos.
Recentemente vimos a Sony a entrar num novo universo, o das máquinas digitais DSLR, graças à aquisição da divisão de máquinas SLR da Konica Minolta em Março de 2006, após uma tremenda perda financeira que ditou ao encerramento de tudo quanto estivesse associado a fotografias, como máquinas digitais, analógicas, quimicos, papeis, rolos e mini-laboratórios fotográficos.
Desde então, temos assistido ao lançamento constante de novos modelos de máquinas DSLR por parte da Sony, baseados na arquitectura da Konica Minolta, como o sistema de encaixe de lentes Minolta AF, as unidades de Flash e as próprias objectivas.
Estes lançamentos constantes poderão permitir à Sony conseguir o seu objectivo, atingir uma quota de mercado importante, mesmo tendo em conta a feroz concorrência dos líderes de mercado Canon e Nikon.
Agora, chegou a vez da Sony entrar nessa moda, incluindo esse recurso nas novas Alpha DSLR-A350 de 10,2 megapixels e Alpha DSLR-A300 de 14,2 megapixels.
No geral, para obter o efeito de Live View, as reflex digitais precisam de fazer um verdadeiro contorcionismo tecnológico, já que para pré-visualizar a cena é necessário manter levantado o espelho (que desvia a imagem para o visor prismático) e a cortina, o disparador aberta de modo que a câmera passe a funcionar como uma webcam. Assim, o usuário vê no LCD um enquadramento exacto da imagem, assim como o foco e o efeito da profundidade de campo.
Dependendo da maneira como esse recurso é implementado pode apresentar alguns inconvenientes, como o bloqueio do visor pelo espelho (que fica levantado), a perda do auto-foco e a demora para tirar uma foto, já que, nesse caso, é necessário que a cortina primeiro desça para depois abrir e fechar de novo e assim obter a exposição correcta. Algo que leva tempo e que pode complicar certos tipos de fotografias, como as de desportos.
No caso das novas Alpha, a Sony aparentemente adoptou uma solução muito parecida com a usada na Olympus E-330: instalou um segundo sensor de imagem no visor prismático que captura a mesma cena que aparece no visor óptico. Isso permite que a câmera funcione mais ou menos como sempre, ou seja, com os sensores de foco e fotometragem na posição e activos e a cortina do obturador pronta para disparar a qualquer momento. Para tirar melhor proveito desse recurso, a tela LCD das novas Alpha também são articuladas, permitindo enquadrar temas em ângulos novos, como debaixo para cima ou de cima para baixo. Um recurso por sinal também presente na Olympus E-330.
Autonomia
A bateria utilizada nesta A350 é o modelo NP-FM500H de BLM-1 de 7,2v e 1650 mAh. Em teoria, esta bateria com carga máxima permite captar mais de 730 fotografias, desde que não utilize o ecrã LCD com o sistema Live View, pois nesse caso a autonomia diminui para 410 fotos.
Ligações
Para armazenar as suas fotos, poderá utilizar ou um cartão de memória CompaqFlash (tipo I e II), formato esse habitualmente encontrado em máquinas deste formato.
Quanto a ligações para o exterior, poderá utilizar a saida USB 2.0 que poderá ser utilizada também como saida Video Out.
Objectivas
Para quem está habituado a lentes que utilizem motnores ultrasonicos, rápidamente sentirá as lentes incluidas nos kits destas Sony Alpha como um pouco lentas.
Contudo, o preço cobrado por estas lentes, especialmente se incluidas com o corpo como forma de kit, tornam-nas em optimas alterantivas, nem que seja para iniciar-se neste mundo novo da fotografia numa vertente mais profissional. O modelo aqui analisado utiliza uma objectiva genérica Sony DT 18-70mm, com abertura a partir de f/3,5-f/5.6. A rapidez na focagem deste modelo é bastante aceitável, permitindo atingir assim resultados aceitáveis na grande maioria das situações. Caso pense que com esta lente não está a tirar total partido do sensor utilizado por esta máquina, recomendamos que procure na diversas opcções de modelos compatíveis com esta máquina, todas as lentes da gama alpha da Sony, e as Minolta NE e AF (sem contar com modelos de terceiros como Tamron e Sigma).
Resultados à vista
O facto desta Sony possuir um sensor de 14,2 megapixeis não significa obrigatóriamente que esta máquina consiga captar imagens com melhor qualidade de imagem do que a concorrência, pois está mais do que visto que neste mercado a resolução não é sinónimo de qualidade (como poderá confirmar em modelos de gama média como a Nikon D80, Canon 40D ou Sony α700).
Ainda assim, os resultados obtidos foram bastante surpreendentes, revelando uma qualidade de imagem bastante boa.
No fundo, o grande trunfo desta Alpha A350 prende-se com a grande facilidade de utilização, pois a localização dos seus comandos e as funções dos seus menus permitem que qualquer pessoa, mesmo quem nunca tenha utilizado este tipo de equipamento, consiga obter resultados muito bons. No fundo, é a facilidade de utilização que mais nos convenceu, o suficiente para termos adorado utilizar esta Sony. A facilidade com que se regulam os diversos parametros manuais da máquina, permitem obter fotos deveras interessantes, mas caso seja um adepto das máquinas compactas e não tenha conhecimentos suficientes para estar a aventurar-se nestes campos, recomendamos que aproveite as lições propostas pela Escola de Fotografia existente na secção de fotografia digital em www.sony.pt, para que facilmente fique familiarizado com os principais parâmetros desta.
O único factor negativo com que nos deparámos, para além da impressão da lente ser insuficiente para aproveitar todo o potencial do sensor CCD, foi a utilização do Flash embutido em modo automático. Este, apesar de na maior parte cumprir a sua função, em diversas situações demonstrou ser demasiado irregular, obrigando-nos a regular a intensidade do mesmo, o que implica que necesside de tirar várias fotos à experiência até atingir os parametros ideais.
Pontuação:

Sony DSLR-A350, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:06 am
Não é só a indústria de chips que descobriu como conseguir mais desempenho usando dois ou mais núcleos de processamento. De um certo modo, a Epson explorou essa idéia na sua nova impressora Stylus C110, que a fabricante afirma ser a mais veloz do planeta, algo como 37 ppm (páginas por minuto) em preto e 20 ppm em cores.
Para realizar essa façanha, ao invés de trabalhar com apenas um cartucho de tinta preta no seu mecanismo de impressão, a C110 utiliza duas ao mesmo tempo, que alimentam uma cabeça de impressão com nada mais, nada menos que 360 ejectores de tinta, cobrindo assim uma maior área do documento por movimento da cabeça de impressão, resultando em ganho de desempenho e até maiores intervalos na reposição de tinta.
Curiosamente, esse sistema só foi implementado no canal de tinta preta, sendo que as outras cores (magenta, ciano e amarelo) ainda trabalham com um único cartucho e 59 ejectores de tinta para cada um. Daí, podemos supôr que o ponto forte da Stylus C110 está realmente na impressão de documentos monocromáticos.

Medindo 43,5 x 16,1 x 24, cm (L x A x P) e 3,9 kg de peso, a C110 é apresentada na cor cinza escuro (quase preto) com detalhes em preto brilhante e cinza claro, bem ao gosto do mercado. Apesar disso o seu desenho básico não foge dos projectos tradicionais das Epson com o seu sistema de alimentação por trás para 120 folhas e saída pela frente.
A sua instalação e uso também não tem segredos: basta ligar a impressora na tomada, instalar os cartuchos novos e os drivers de impressão no computador com Windows (98SE, Me, 2000, XP e Vista) ou Mac OS X, ligar o cabo USB (incluido na caixa) e, caso tudo estiver de acordo com o esperado, a impressora será reconhecida pelo sistema e estará pronta para trabalhar.
O seu painel de controle resume-se ao essencial, ou seja, ligar/delisgar, aceder os cartuchos e a combinação de interromper a impressão/ejectar o documento.
Quando fora de uso, tanto a bandeja superior quanto a inferior funcionam como portas que fecham tanto a entrada quanto a saída da impressora, facilitando assim o seu armazenamento, transporte e até mesmo impedindo a entrada de poeiras no seu interior.
Em relação ao custo de impressão, o cartucho preto (T0731) — que é oferecido apenas em caixas com duas unidades e tem autonomia para 740 páginas. Os cartuchos Ciano (T0732), Magenta (T0733) e amarelo (T0734) têm uma automomia estimada de 350 páginas (com cores combinadas).
Nos testes realizados, A Stylus C110 imprimiu o nosso relatório de referência em preto no MS Word a 10 ppm no modo normal e 11,9 ppm no modo rascunho, realmente números impressionantes para uma jacto de tinta.
Entretando, como esperávamos, o seu desempenho em cores não foi nada de saltar aos olhos, imprimindo o nosso relatório a cores a 3 ppm e o nosso gráfico em Corel Draw em 32,9 segundos.

Notámos também, que a escolha do modo de qualidade de impressão no seu driver interfere directamente no desempenho da impressora, já que para chegar a esses resultados, trabalhamos só no modo de texto normal.
Ao selecionar um modo de melhor qualidade como Texto e imagem ou mesmo foto, a velocidade para o mesmo documento em cores caiu para 1,13 ppm e o gráfico subiu para 137,6 segundos.
Assim, o usuário precisa estar ciente de que escolher o modo correcto para atender às suas necessidades de qualidade ou desempenho.
Mas existe uma relação entre essas duas opções?
Analisando algumas ampliações retiradas das impressões de teste podemos notar diferenças entre os modos Rascunho e Texto, com uma leve melhora no modo Foto (melhor qualidade). Mas, no mundo real, não notamos diferenças gritantes no resultado final entre as três impressões, de modo que recomendamos que o usuário use o modo Rascunho para uso casual e o modo Texto mesmo em documentos com imagens a cores, reservando os outros modos para impressão de fotos.
Como todos já sabem, a Epson adopta um sistema de tintas totalmente pigmentadas (a base de elementos sólidos) baptizada de DuraBrite Ultra, que, na versão implementada na C110, produziu resultados muito interessantes para uma tecnologia que sempre primou mais pela resistência e durabilidade da impressão do que pela qualidade fotográfica propriamente dita.

Nos nossos testes de impressão de fotos, a C110 apresentou bons resultados para uma impressora de quatro cores — e o mais interessante — o acabamento final apresentou óptimo brilho, algo que não acontecia na primeira geração do DuraBrite.
Mais interessante ainda é observar uma reprodução de fotos a preto e branco, onde os tons monocromáticos são gerados por massas de pontos coloridos.
Outra coisa que descobrimos durante os testes de impressão, é que a tecnologia DuraBrite Ultra não se comporta bem em qualquer tipo de papel fotográfico.
Nas primeiras tentativas, utilizámos um papel fotográfico de acabamento brilhante (Glossy) original da Canon, e ficámos intrigados ao ver que a tinta se fixou de maneira irregular na superfície do papel — em especial nas áreas de transição de certos tons de verde — criando curiosas “áreas foscas” na foto. O problema foi resolvido com o uso de um papel de outro fabricante, nesse caso da HP. A lição que tiramos desta experiência é que boa procedência não é necessariamente garantia de bons resultados.
E como o usuário muitas vezes não tem a oportunidade de testar todas as opções de tintas disponíveis no mercado, a nossa sugestão é que o usuário procure sempre trabalhar com os suprimentos da mesma marca da impressora.
No final das contas as nossas impressões da Stylus C110 foram bastante positivas, apesar de que muito do seu desempenho é mais sentido nas impressões em preto, o que torna esse produto particularmente mais interessante para escritórios domésticos e profissionais liberais do que os entusiastas da fotografia digital, que podem ganhar mais do lado da durabilidade da imagem do que da produtividade propriamente dita.
Pontuação:

Impressoras Epson, no Baratix
Setembro 3, 2008 at 8:05 am