Sony Alpha A350
Setembro 3, 2008
Sony no mundo das DSLR
Recentemente vimos a Sony a entrar num novo universo, o das máquinas digitais DSLR, graças à aquisição da divisão de máquinas SLR da Konica Minolta em Março de 2006, após uma tremenda perda financeira que ditou ao encerramento de tudo quanto estivesse associado a fotografias, como máquinas digitais, analógicas, quimicos, papeis, rolos e mini-laboratórios fotográficos.
Desde então, temos assistido ao lançamento constante de novos modelos de máquinas DSLR por parte da Sony, baseados na arquitectura da Konica Minolta, como o sistema de encaixe de lentes Minolta AF, as unidades de Flash e as próprias objectivas.
Estes lançamentos constantes poderão permitir à Sony conseguir o seu objectivo, atingir uma quota de mercado importante, mesmo tendo em conta a feroz concorrência dos líderes de mercado Canon e Nikon.
Agora, chegou a vez da Sony entrar nessa moda, incluindo esse recurso nas novas Alpha DSLR-A350 de 10,2 megapixels e Alpha DSLR-A300 de 14,2 megapixels.
No geral, para obter o efeito de Live View, as reflex digitais precisam de fazer um verdadeiro contorcionismo tecnológico, já que para pré-visualizar a cena é necessário manter levantado o espelho (que desvia a imagem para o visor prismático) e a cortina, o disparador aberta de modo que a câmera passe a funcionar como uma webcam. Assim, o usuário vê no LCD um enquadramento exacto da imagem, assim como o foco e o efeito da profundidade de campo.
Dependendo da maneira como esse recurso é implementado pode apresentar alguns inconvenientes, como o bloqueio do visor pelo espelho (que fica levantado), a perda do auto-foco e a demora para tirar uma foto, já que, nesse caso, é necessário que a cortina primeiro desça para depois abrir e fechar de novo e assim obter a exposição correcta. Algo que leva tempo e que pode complicar certos tipos de fotografias, como as de desportos.
No caso das novas Alpha, a Sony aparentemente adoptou uma solução muito parecida com a usada na Olympus E-330: instalou um segundo sensor de imagem no visor prismático que captura a mesma cena que aparece no visor óptico. Isso permite que a câmera funcione mais ou menos como sempre, ou seja, com os sensores de foco e fotometragem na posição e activos e a cortina do obturador pronta para disparar a qualquer momento. Para tirar melhor proveito desse recurso, a tela LCD das novas Alpha também são articuladas, permitindo enquadrar temas em ângulos novos, como debaixo para cima ou de cima para baixo. Um recurso por sinal também presente na Olympus E-330.
Autonomia
Ligações
Para armazenar as suas fotos, poderá utilizar ou um cartão de memória CompaqFlash (tipo I e II), formato esse habitualmente encontrado em máquinas deste formato.
Quanto a ligações para o exterior, poderá utilizar a saida USB 2.0 que poderá ser utilizada também como saida Video Out.
Objectivas
Contudo, o preço cobrado por estas lentes, especialmente se incluidas com o corpo como forma de kit, tornam-nas em optimas alterantivas, nem que seja para iniciar-se neste mundo novo da fotografia numa vertente mais profissional. O modelo aqui analisado utiliza uma objectiva genérica Sony DT 18-70mm, com abertura a partir de f/3,5-f/5.6. A rapidez na focagem deste modelo é bastante aceitável, permitindo atingir assim resultados aceitáveis na grande maioria das situações. Caso pense que com esta lente não está a tirar total partido do sensor utilizado por esta máquina, recomendamos que procure na diversas opcções de modelos compatíveis com esta máquina, todas as lentes da gama alpha da Sony, e as Minolta NE e AF (sem contar com modelos de terceiros como Tamron e Sigma).
Resultados à vista
Ainda assim, os resultados obtidos foram bastante surpreendentes, revelando uma qualidade de imagem bastante boa.
O único factor negativo com que nos deparámos, para além da impressão da lente ser insuficiente para aproveitar todo o potencial do sensor CCD, foi a utilização do Flash embutido em modo automático. Este, apesar de na maior parte cumprir a sua função, em diversas situações demonstrou ser demasiado irregular, obrigando-nos a regular a intensidade do mesmo, o que implica que necesside de tirar várias fotos à experiência até atingir os parametros ideais.
Pontuação:
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