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Olympus E-510

Um dos tipos de equipamento que tem vindo a captar cada vez mais adeptos deste meio são as máquinas DSLR, sistemas derivados de modelos profissionais muito caros, mas mais orientados para o mercado doméstico e de fotografos amadores, que desejam aprender pelos seus próprios meios a tirar partido do maravilhoso mundo da fotografia.

Sistema Reflex

Ao contrário do que acontece com as tradicionais máquinas digitais de formato “point-and-shoot”, que possuem um conjunto de lentes frente ao sensor (por norma CCD), as máquinas DSLR (Digital Single-Lens Reflex) possuem um sistema constituido por espelhos e um pentaprisma para conseguir observar a mesma imagem que o sensor irá captar.

Para que o sensor consiga captar essa imagem, o espelho que reflecte a imagem para o pentaprisma irá ser recolhido, permitindo que a imagem siga directamente para o sensor. Este sistema é o mesmo utilizado pelas máquinas profissionais existentes no mercado, desde à muitos anos.


Permite que o pequeno atraso que existe entre a captação da imagem pelo sensor, e a imagem visualizada no ecrã LCD seja eliminada, permitindo assim conseguir capturar correctamente a imagem que pretende, e não o que irá passar daqui a uns milionésimos de segundo

Olympus E 610

Foi lançada em Março de 2007 e conquistou o prémio de melhor máquina DSLR para consumidores domésticos em 2007-2008. De entre os atributos que levaram esta Olympus a ganhar este prémio está a elevada qualidade de imagem, as suas dimensões compactas e baixo peso, sem com isso reduzir o conforto da zona de punho para conseguir tirar fotografias de forma estável.

De entre o conjunto de funcionalidades de destaque, estão o sensor de alta qualidade CCD de 10 megapixeis com capacidade para funcionar como um sistema Full Time Live-View, que permite visualizar a imagem no ecrã LCD que está a ser captada pelo sensor CCD, estabilizador de imagem integrado na máquina, motor de processamento de imagem e um novo filtro de particulas para evitar a acumulação de pó no interior do corpo.


Viewfinder

O Viewfinder é o oculo para onde observamos para monitorizar a imagem que vai ser captada. Recorrendo ao tradicional sistema de prismas, o sistema viewfinder desta E-510 é igual ao de qualquer outra máquina fotográfica semelhante, possuindo um sistema de focagem manual, um encosto de borracha, que pode ser removido para a colocação de visores extras e um vidro anti-reflexo. A dimensão do viewfinder poderá ser considerado bastante pequeno, mas ainda assim é bastante maior e mais prático do que o utilizado em muitas máquinas do tipo point-and-shoot.


No seu interior poderá encontrar o alvo central e três pontos de focagem. Na zona central o sensor de auto-focus determina qual a melhor forma, ajustando verticalmente e horizontalmente a focagem das lentes, enquanto nos pontos fora do alvo, a máquina ajusta apenas horizontalmente. À direita da imagem no viewfinder encontra as principais informações da máquina, como flash, iso, tempo de abertura, compensação, bateria, etc.

O único ponto negativo a apontar ao viewfinder desta Olympus prende-se com a pouca altura da borracha, que obriga-nos literalmente a empurrar o olho contra o vidro.

Ecrã LCD

Para além do viewfinder, irá encontrar um ecrã LCD de 2,5 polegas e 230 mil pixeis. Este ecrã consegue criar uma imagem com um bom brilho e óptimo contraste na maior parte das situações, excepto em situações como utilizar o sistema Live View em dias solarengos.
Este ecrã permite monitorizar e manipular todos os parametros da máquina, dependendo do modo que esteja a utilizar.

Para tirar partido do sistema Live View que esta Olympus possui, basta carregar no botão Display para que a imagem que normalmente encontraria no viewfinder seja mostrada no ecrã LCD. Caso sinta falta de alguma informação adicional sobre a configuração actual da máquina, basta clicar no botão Info sempre que estiver no modo Live View. Para poder alterar alguns desses parametros, bastará clicar no botão OK e navegar pelos menus seguindo as instruções fornecidas no ecrã.

Autonomia

A bateria utilizada nesta E-510 é o modelo BLM-1 de 7,2v e 1500 mAh. Esta bateria é a mesma utilizada por diversas máquinas da marca, como as antigas E-500, E-1, E-330 e outras. Em teoria, esta bateria com carga máxima permite captar mais de 600 fotografias, desde que não utilize o ecrã LCD com o sistema Live View. Para uma recarga completa recomendamos que aguarde umas 5 horas.



Sensor e outras especificações

O sensor utilizado nesta Olympus é de formato 4:3 CMOS de 10,9 milhões de pixeis reais, mas de apenas 10,0 efectivos e com sistema de filtro RGB embutido. Com um tamanho de 17,3×13,0mm de tamanho real, consegue captar imagens a uma resolução até 3648×2736 pixeis.

Os formatos de imagem suportados são os tradicionais JPEG (três níveis de compressão, SHQ, HQ e SQ), JPEG + RAW e RAW.

Permite captar em diversos modos, desde foto simples, modo continuo, utilizando um controlo remoto ou por temporizador. No modo continuo, pode atingir uma velocidade de 3 fps, permitindo gravar em modo RAW 6 imagens ou em modo JPEG até atingir a capacidade do cartão (com uma velocidade de 1/8 em HQ, se utilizar cartões de memória de alta velocidade).

Ligações

Para armazenar as suas fotos, poderá utilizar ou um cartão de memória xD, formato habitual nas máquinas da Olympus, ou um cartão CompaqFlash (tipo I e II), formato esse habitualmente encontrado em máquinas deste formato.
Quanto a ligações para o exterior, poderá utilizar a saida USB 2.0 que poderá ser utilizada também como saida Video Out.

Objectivas

Juntamente com a máquina que obtivemos para teste, vieram duas objectivas incluidas, que fazem parte do pacote mais completo comercializado pela marca.

A lente de zoom standard incluida é a Zuiko Digital ED 14-42mm 1:3.5-5.6, com uma distância focal equivalente a 28-84mm, em formato de 35mm. Esta lente consegue ampliar a imagem até 3x, tendo sido originalmente concebida para equipar os modelos mais leves da marca. Esta lente é constituida por 10 elementos opticos, sendo dois deles lentes asféricas.

A outra lente incluida é a Zuiko Digital ED 40-150mm 1:4.0-5.6, com uma distância focal equivalente em formato 35mm de 80-300mm. Suportando um zoom até 3,8x, esta lente de formato zoom telefoto compacta integra 12 elementos em 9 grupos, tudo isto num peso de apenas 220 gramas.

Conclusão

Máquina que deixa o consumidor bastante satisfeito que, apesar de não ser propriamente uma novidade, facilmente consegue-se perceber o porquê de ter conquistado o prémio EISA como melhor máquina para consumo.

Se estiver habituado a utilizar máquinas DSLR, não terá grandes dificuldades em habituar-se a esta Olympus, mas se for a primeira vez, poderá levar algum tempo até conseguir atingir resultados que o consigam convencer de que esta foi uma boa compra.


Pontuação:

Olympus E-510, no Baratix
Olympus Kit E-510 Double Zoom, no Baratix

Add comment Setembro 3, 2008

Sony Alpha A350

Sony no mundo das DSLR

A marca Sony é das marcas mais famosas do mundo, bem a par de outros icones como Coca-Cola, Mc e outras. Grande parte desse reconhecimento mundial deve-se ao facto desta multinacional de origem nipónica apostar em todo o tipo de mercados de dispositivos eléctronicos.

Recentemente vimos a Sony a entrar num novo universo, o das máquinas digitais DSLR, graças à aquisição da divisão de máquinas SLR da Konica Minolta em Março de 2006, após uma tremenda perda financeira que ditou ao encerramento de tudo quanto estivesse associado a fotografias, como máquinas digitais, analógicas, quimicos, papeis, rolos e mini-laboratórios fotográficos.

Desde então, temos assistido ao lançamento constante de novos modelos de máquinas DSLR por parte da Sony, baseados na arquitectura da Konica Minolta, como o sistema de encaixe de lentes Minolta AF, as unidades de Flash e as próprias objectivas.

Estes lançamentos constantes poderão permitir à Sony conseguir o seu objectivo, atingir uma quota de mercado importante, mesmo tendo em conta a feroz concorrência dos líderes de mercado Canon e Nikon.

Agora, chegou a vez da Sony entrar nessa moda, incluindo esse recurso nas novas Alpha DSLR-A350 de 10,2 megapixels e Alpha DSLR-A300 de 14,2 megapixels.

No geral, para obter o efeito de Live View, as reflex digitais precisam de fazer um verdadeiro contorcionismo tecnológico, já que para pré-visualizar a cena é necessário manter levantado o espelho (que desvia a imagem para o visor prismático) e a cortina, o disparador aberta de modo que a câmera passe a funcionar como uma webcam. Assim, o usuário vê no LCD um enquadramento exacto da imagem, assim como o foco e o efeito da profundidade de campo.

Dependendo da maneira como esse recurso é implementado pode apresentar alguns inconvenientes, como o bloqueio do visor pelo espelho (que fica levantado), a perda do auto-foco e a demora para tirar uma foto, já que, nesse caso, é necessário que a cortina primeiro desça para depois abrir e fechar de novo e assim obter a exposição correcta. Algo que leva tempo e que pode complicar certos tipos de fotografias, como as de desportos.

No caso das novas Alpha, a Sony aparentemente adoptou uma solução muito parecida com a usada na Olympus E-330: instalou um segundo sensor de imagem no visor prismático que captura a mesma cena que aparece no visor óptico. Isso permite que a câmera funcione mais ou menos como sempre, ou seja, com os sensores de foco e fotometragem na posição e activos e a cortina do obturador pronta para disparar a qualquer momento. Para tirar melhor proveito desse recurso, a tela LCD das novas Alpha também são articuladas, permitindo enquadrar temas em ângulos novos, como debaixo para cima ou de cima para baixo. Um recurso por sinal também presente na Olympus E-330.

Autonomia

A bateria utilizada nesta A350 é o modelo NP-FM500H de BLM-1 de 7,2v e 1650 mAh. Em teoria, esta bateria com carga máxima permite captar mais de 730 fotografias, desde que não utilize o ecrã LCD com o sistema Live View, pois nesse caso a autonomia diminui para 410 fotos.

Ligações

Para armazenar as suas fotos, poderá utilizar ou um cartão de memória CompaqFlash (tipo I e II), formato esse habitualmente encontrado em máquinas deste formato.

Quanto a ligações para o exterior, poderá utilizar a saida USB 2.0 que poderá ser utilizada também como saida Video Out.

Objectivas

Para quem está habituado a lentes que utilizem motnores ultrasonicos, rápidamente sentirá as lentes incluidas nos kits destas Sony Alpha como um pouco lentas.

Contudo, o preço cobrado por estas lentes, especialmente se incluidas com o corpo como forma de kit, tornam-nas em optimas alterantivas, nem que seja para iniciar-se neste mundo novo da fotografia numa vertente mais profissional. O modelo aqui analisado utiliza uma objectiva genérica Sony DT 18-70mm, com abertura a partir de f/3,5-f/5.6. A rapidez na focagem deste modelo é bastante aceitável, permitindo atingir assim resultados aceitáveis na grande maioria das situações. Caso pense que com esta lente não está a tirar total partido do sensor utilizado por esta máquina, recomendamos que procure na diversas opcções de modelos compatíveis com esta máquina, todas as lentes da gama alpha da Sony, e as Minolta NE e AF (sem contar com modelos de terceiros como Tamron e Sigma).

Resultados à vista

O facto desta Sony possuir um sensor de 14,2 megapixeis não significa obrigatóriamente que esta máquina consiga captar imagens com melhor qualidade de imagem do que a concorrência, pois está mais do que visto que neste mercado a resolução não é sinónimo de qualidade (como poderá confirmar em modelos de gama média como a Nikon D80, Canon 40D ou Sony α700).

Ainda assim, os resultados obtidos foram bastante surpreendentes, revelando uma qualidade de imagem bastante boa.

No fundo, o grande trunfo desta Alpha A350 prende-se com a grande facilidade de utilização, pois a localização dos seus comandos e as funções dos seus menus permitem que qualquer pessoa, mesmo quem nunca tenha utilizado este tipo de equipamento, consiga obter resultados muito bons. No fundo, é a facilidade de utilização que mais nos convenceu, o suficiente para termos adorado utilizar esta Sony. A facilidade com que se regulam os diversos parametros manuais da máquina, permitem obter fotos deveras interessantes, mas caso seja um adepto das máquinas compactas e não tenha conhecimentos suficientes para estar a aventurar-se nestes campos, recomendamos que aproveite as lições propostas pela Escola de Fotografia existente na secção de fotografia digital em www.sony.pt, para que facilmente fique familiarizado com os principais parâmetros desta.

O único factor negativo com que nos deparámos, para além da impressão da lente ser insuficiente para aproveitar todo o potencial do sensor CCD, foi a utilização do Flash embutido em modo automático. Este, apesar de na maior parte cumprir a sua função, em diversas situações demonstrou ser demasiado irregular, obrigando-nos a regular a intensidade do mesmo, o que implica que necesside de tirar várias fotos à experiência até atingir os parametros ideais.

Pontuação:


Sony DSLR-A350, no Baratix

Add comment Setembro 3, 2008

Canon IXUS 860 IS

Cada primavera uma enorme quantidade de câmaras fotográficas aparece no mercado, antecipando o Natal. Este ano o lote da Canon inclui a IXUS 860 IS. Este novo modelo é maior que o normal, com 28 mm a 105mm e zoom óptico de 8x. Este máquina é uma sucessora da IXUS 850 IS Além dos 8.3 megapixel, um LCD maior (de 3 polegadas) e com 230.000 pixels, um novo processador Digic III, não há muito de novo, na 860 IS.Esta máquina tem linhas mais agradáveis que os modelos anteriores. Juntamente com o novo processador da Canon, Advanced Face Detection,, que pode capturar até nove caras numa frame.

Design

Possivelmente uma das mudanças piores foi o facto de não vermos um menu ao lado do visor. Provavelmente esta mudança deve-se ao facto de se poder ter um ecrã maior, mas foi um compromisso infeliz.

A parte de trás da câmara não é muito diferente da IXUS 75, lançada no início do ano. Isto inclui a última versão da Canon’s multi-controller pad. É assim, uma resposta mais eficaz relativamente à 850IS.

A pressão do polegar tem influência na escolha dos menus. Quando carregamos nos botões, aparece um gráfico ao lado a explicar que se carregarmos com mais força estamos a seleccionar outra opção. Isto obriga o utilizador a manter os olhos no ecrã enquanto selecciona uma funcionalidade.

Provavelmente o único erro ergonómico da 860 IS é não ter um local conveniente para descansar o polegar. Assim, o utilizador enquanto tenta inserir algumas funcionalidades tem de pôr o dedo sobre o ecrã, de maneira a segurar a câmara.

De maneira a obter a estabilidade, aconselha-se o uso da segunda mão pois, a 860 IS é mais pesada que o normal. Pesa cerca de 180g, já com o cartão SD.

Recursos

Como é habitual nas câmaras IXUS, da Canon, não se encontram nenhum botões expostos.

Desempenho

Ficámos muito impressionados com o desempenho da IS 860, no nosso laboratório de testes. A câmara apenas levou 0,9s para arrancar e capturar a sua primeira imagem JPEG. Posteriormente a câmara levou 1,6s a capturar o JPEG, com o flash desligado, e 2,4s, com o flash ligado. Demorou 0,4s a focar com alto contraste e 0,7s com contraste baixo. A câmara captura 1.3 frames por segundo, independentemente do tamanho da imagem ou compressão.

A IXUS 860 IS tem um excelente rendimento para imagens de alta qualidade. Captura as cores bastante precisas e bastante pormenor.

Pontuação:

Canon IXUS 860 IS no Baratix

Add comment Agosto 25, 2008


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